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domingo, 26 de novembro de 2017
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pavoa
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Imperfeição
Cada marca e cicatriz
revela uma batalha
Cada estria e celulite
revela um crescimento
Cada pinta e espinha
Forma as constelações
Que enfeitam nosso
corpo
A soma de tudo isso
Nos deixa mais belos
Cada detalhe, cada
imperfeição
Conta uma história
própria
Pequenas historias que
vão se agrupando
Para no fim formar a
nossa historia
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pavoa
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
A cidade segue em frente
A cidade segue em frente
Você chega cansada em casa
Acordou, comeu, tomou banho
Pegou o ônibus, trabalhou, outro ônibus
Chegou, comeu, dormiu
E a cidade segue em frente
A criança brinca, se machuca, chora e volta a brincar
O adolescente em desespero chora, grita e bate
E quanto àquele senhor sentado no parapeito?
Ele contempla as luzes com velho senhor Barreiro
Mas você sabe
A cidade segue em frente
As luzes da cidade veem tudo
Elas sabem sobre aqueles remédios
Aqueles que estão atrás do armário do banheiro
Elas viram quando você chutou aquele cachorro
E não pense que elas não viram aquela moça
Aquela que bateu e xingou seus avós
Mas você sabe
A cidade e suas luzes não se importam
Elas estarão aqui para sempre
As luzes se tornarão estrelas
O vento não será capaz de varrer o concreto e o asfalto
Tampouco as bombas serão capazes de leva-los ao esquecimento
Ela sabe disso, e é por isso que
A cidade segue em frente
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pavoa
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terça-feira, 24 de outubro de 2017
Livros
Livros
na estante de um quarto
organizados em ordem alfabética, por numero de paginas e gênero
todos sem um grão de pó
suas lombadas retas, os títulos intactos
livros em perfeito estado de conservação.
Mas para que serve uma lombada se não
para estar curvada depois de tantas leituras?
Para que servem os títulos pomposos se não para estarem desgastados de tanto serem manuseados?
Para que servem os capítulos de cortar o coração se não para terem suas paginas marcadas por lagrimas?
Para que servem os dias frios e as bebidas quentes se não para serem acidentalmente derramados sobre as páginas?
Para que servem as historias se não para terem suas próprias historias?
na estante de um quarto
organizados em ordem alfabética, por numero de paginas e gênero
todos sem um grão de pó
suas lombadas retas, os títulos intactos
livros em perfeito estado de conservação.
Mas para que serve uma lombada se não
para estar curvada depois de tantas leituras?
Para que servem os títulos pomposos se não para estarem desgastados de tanto serem manuseados?
Para que servem os capítulos de cortar o coração se não para terem suas paginas marcadas por lagrimas?
Para que servem os dias frios e as bebidas quentes se não para serem acidentalmente derramados sobre as páginas?
Para que servem as historias se não para terem suas próprias historias?
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
A voz que vem de cima
Prompt - Você grita
algo para os céus. Para sua surpresa, uma voz vinda de cima responde.
Sexta-feira 20h: 00min Rafael
finalmente chega em casa depois de mais uma tortuosa semana de trabalho. Rafael
estava cansado, entediado e irritado. Irritado com seu trabalho entediante, sua
rotina entediante e sua vida entediante.
Entrou em sua casa minúscula,
atirou a pasta em um canto e se jogou na cama. Ficou deitado por um bom tempo
até que seu estomago protestou contra a falta de comida que andava recebendo.
Mais se arrastou do que caminhou até a cozinha e abriu a geladeira praticamente
vazia exceto por uma garrafa d’gua e um ovo. Abriu o armário e pegou o ultimo
pacote de miojo. Encheu a panela com agua e levou ao fogão. Em um momento de
clareza e irritação Rafael percebeu que andara jantando miojo com ovo nos
últimos vinte dias. Em um acesso de raiva ele pegou a panela cheia de agua
quente, atropelou tudo em seu caminho até seu minúsculo quintal atrás de sua
minúscula casa e atirou a panela no chão espirrando agua quente para todos os
lados. Ergueu seus punhos para o nublado céu noturno e berrou:
-PORQUE A MINHA VIDA É TÃO
ENTEDIANTE?
Nem meio segundo depois uma voz
feminina vinda do céu respondeu:
-Ih cara, como é que eu vou
saber? Já tentou adotar um cachorro?
Rafael ficou pasmo. Nunca fora
muito religioso e não estava esperando uma resposta divina. Baixando lentamente
seus braços perguntou:
-D-Deus? É o Senhor?
Uma gargalhada irrompeu pela
noite acompanhada de uma trovoada.
-Eita, ‘tá trovejando, era só o
que me faltava. Olha, lamento te desapontar e tudo o mais, mas não sou nenhuma
Deusa. ‘Tô só de passagem viu.
Rafael ficou confuso. As nuvens
tampavam a lua e ele não conseguia ver de onde estava vindo a voz.
-Como assim? Onde você está?
-Tu é cego por acaso? Aqui ó, no
balão.
Um feixe de luz surgiu no meio do
nada e iluminava um rosto sorridente, depois iluminou parte de um grande balão
azul escuro. Os olhos de Rafael brilharam de alegria.
-Um balão! Sempre quis voar em um
desses.
-É mesmo? Tem espaço pra mais um
se tiver interesse...
Rafael já ia responder que não
queria, afinal havia sido outra longa semana de um trabalho enfadonho. No
entanto, hesitou. Olhou para a panela aos seus pés, olhou para sua casa
minúscula e seu quintal minúsculo.
-Você realmente está convidando
alguém que nunca viu antes? Não acha que isso pode ser meio perigoso?
- Alguém que esbraveja para os
céus o quanto sua vida é entediante e acha que Deus responderia a um grito
desses realmente não apresenta perigo. Além do que eu sei cuidar de mim mesma.
Ele não sabia se via isso como
uma ofensa ou não, então decidiu ignorar até mesmo pelo tom de deboche na voz
da jovem.
- Tudo bem, eu aceito o convite.
A garota sorriu e seu rosto sumiu
junto do feixe de luz da lanterna. Alguns instantes depois a luz voltou e iluminava uma escada de
corda. Rafael olhou para trás, respirou fundo e subiu. Ventava um pouco e a
escada balançava assustadoramente fazendo com que Rafael demorasse a subir
enquanto a garota ria aos montes na cesta.
Depois de um esforço hercúleo
Rafael conseguiu subir até a cesta. A cesta era mais espaçosa do que ele
imaginou, havia espaço suficiente para ele e a garota ficarem confortáveis
mesmo com as mochilas e cobertores que ela trazia junto.
Agora que estava mais perto
Rafael viu que a jovem deveria ter mais ou menos a sua idade. Ela deu um passo à
frente e estendeu a mão.
-Muito prazer, meu nome é
Barbara.
-Olá Bárbara, meu nome é
Rafael... Então, para onde vamos?
-Uau, acabamos de nos conhecer e
já está fazendo as grandes questões da vida? – respondeu ela com um sorriso
debochado.
Outra trovoada interrompeu a
resposta de Rafael. Bárbara se escorou na beirada da cesta e olhou preocupada
para o céu.
- Espero que não chova forte se
não nós vamos morrer – disse ela com um sorriso.
-Que? Como pode dizer isso com um
sorriso no rosto? Nós vamos morrer!
-Que nada, eu tô cagada de medo.
Só que esqueci de ver a previsão do tempo antes de sair, então agora já era –
disse ela enquanto vasculhava suas mochilas - Quem sabe poderíamos gritar para
o céu e ver se alguém responde novo, tenho quase certeza que eu tenho um
megafone em algum lugar.
-Ha ha, como você é engraçada.
Bárbara continuou vasculhando
suas mochilas então Rafael se escorou na cesta e observou a cidade abaixo. Ele
percebeu que haviam ganhado altitude desde que subiu a bordo do balão. Estavam
chegando à saída da pequena cidade. Rafael estava começando a se perder em seus
pensamentos quando a voz de Bárbara o trouxe de volta.
-Achei!
Rafael se virou esperando ver o
tal megafone e preparou uma resposta sarcástica que ficou presa em sua garganta
ao ver a enorme sacola cheia de sanduiches
nas mãos de Bárbara.
- Meus Sanduiches Especiais! –
cantarolou ela com um grande sorriso.
-oh, especiais - respondeu Rafael
- O que tem neles?
-Minha mistura especial de
mostarda marrom, requeijão e pimenta do reino.
- O que tem de especial nisso?
-É especial porque eu gosto, ué -
respondeu ela como se isso fosse a coisa
mais óbvia do mundo.
- Eu já estava quase esquecendo
que estou morto de fome - babou Rafael enquanto via a garota abrir a sacola e
espalhar os sanduíches.
- Se ‘tava com tanta fome porque
jogou a tua panela no chão? - brincou ela.
Rafael ignorou a pergunta e deu
uma enorme mordida no sanduiche. A Mistura Especial era realmente muito boa,
causava uma certa confusão agradável de sabores.
-Eu não achava que isso seria tão
bom - disse Rafael com a boca cheia de pão - o que mais tem aqui?
- Queijo e mortadela.
-Hm, prefiro presunto - respondeu
enquanto terminava seu sanduiche em duas mordidas.
-Eu não - respondeu Bárbara com
um sorriso e um dar de ombros enquanto abocanhava seu sanduiche .
-Nossa! Cara! Isso aqui é
espetacular!
-Eu sei! É a minha comida
favorita, fazia tanto tempo que eu não comia. Qual a sua comida favorita? -
perguntou Bárbara com o rosto todo sujo da Mistura Especial.
-É... eu não sei? - respondeu
ele, confuso - faz tanto tempo que só como miojo e comidas congeladas, já nem
lembrava o gosto de comida normal.
-Isso explica o lance da panela.
-Mas se eu tivesse que escolher
agora, seria o seu Sanduiche Especial.
- Muito obrigada, meu sanduiche é
incrível mesmo! Fique a vontade pra comer quantos quiser já que é só isso que
vamos comer enquanto essa viagem durar.
Rafael parou com um sanduiche na
metade do caminho até sua boca e olhou para Bárbara tentando ver se ela estava
brincando ou não, mas decidiu apenas dar de ombros e aceitar.
-Tudo bem.
Depois de devorarem mais alguns
sanduiches e tomarem um pouco de chá, Rafael e Bárbara decidiram dormir um
pouco. Cada um se enrolou em um coberto e adormeceram rapidamente.
-ACORDA RAFAEL, VAI PERDER O
NASCER DO SOL! ACORDA! ACORDA! ACORDA!
Rafael acordou assustado com a
gritaria, parecia que não havia dormido nada.
-Levanta dai! - Bárbara puxou
Rafael pelo braço.
-Tá tá, calma. To de pé já, o que
quer que eu veja?
-O nascer do sol, cabeção.
Rafael olhou para o horizonte.
Estava levemente mais claro que o resto do céu.
-Nem consigo lembrar a última vez
que vi o sol nascer - disse Rafael com um leve sorriso.
- Eu também não - respondeu
Bárbara.
Os dois ficaram em silêncio
apenas observando o horizonte. O céu já não estava tão nublado e as últimas
estrelas iam desaparecendo. O Sol continuava subindo tingindo o céu de
diferentes tons de laranja. Abaixo do
balão estendiam-se grandes campos de plantações agora iluminados pelo sol
depois de tantos dias nublados.
- É tão lindo...
-É...
- Nunca mais vou ficar tanto
tempo sem ver o sol nascer. Obrigado por me acordar.
-Não há de que.
Os dois voltaram ao silencio,
observando a paisagem que ia se desenrolando abaixo deles. Campos de plantações, campos de gado.
Planícies e pequenos grupos de árvores. Rios e riachos. Um bando de pássaros
até os acompanhou por um tempo. Em alguns pontos ao leste era possível ver
estradas com alguns carros. Passaram até
por um trilho de trem. Aviões e monomotores sobrevoavam o balão.
A tarde se aproximava do fim,
Rafael e Bárbara estavam novamente comendo os Sanduiches Especiais.
- Então, para onde estamos indo?
- Perguntou Rafael.
-Isso importa? Estamos indo.
Quando chegarmos lá descobriremos onde é.
-Então estamos apenas indo?
-Apenas indo.
Rafael olhou para o horizonte
onde o sol terminava de se pôr.
-É, parece ser um bom lugar para ir.
Bárbara sorriu contente
-Eu sei.
A noite avançava e os dois
estavam jogando carta.
-Bati! Ha! Finalmente ganhei uma
- comemorou Bárbara com uma dancinha sentada.
Rafael fechou a cara.
-Eu ainda estou ganhando.
-É claro que sim, Senhor
Entediado - debochou Bárbara dando tapinhas na cabeça de Rafael.
A garota se levantou e se
espreguiçou.
-Olha- disse ela- estamos chegando à uma cidade. E
olha quantas luzes, deve ser uma cidade grande.
Rafael também se levantou para olhar.
- Hoje o céu está limpo e
estrelado, isso vai dar uma visão e tanto.
Bárbara entendeu o que ele quis
dizer.
-Ah isso vai ser tão lindo! Vamos
pegar um pouco de altitude.
Eles ganharam altitude e
adentraram o espaço aéreo da cidade. Foram presenteados com uma bela visão.
-É tão lindo.
- É maravilhoso.
-A cidade parece até o mar-
-Refletindo as estrelas.
-É como se estivéssemos sobre um
espelho.
-Eu... Eu não tenho palavras...
Rafael e Bárbara ficaram
estupefatos admirando por horas a beleza
daquela paisagem. A cidade já estava ficando para trás.
-Ei, Bárbara?
-Sim?
-Acho que vou adotar um cachorro.
Prompt retirada de http://writing-prompt-s.tumblr.com/post/147645950191/you-shout-something-at-the-sky-to-your-surprise
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sábado, 21 de outubro de 2017
Onde me encontrar
Estou presente nas seguintes redes sociais onde também irei publicar meus trabalhos:
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Música Tema
Prompt - Você vive em um mundo
onde super-herois possuem naturalmente suas próprias músicas tema. Quanto mais
épica a música mais poderoso será o herói. Um dia, enquanto um super-vilão
ataca a sua cidade e ninguém chega para salva-la, você sente uma estranha
energia fluir pelo seu corpo e “The Touch” do Stan Bush começa a tocar de lugar
nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo...
O dia estava
lindo. A temperatura estava agradável, o sol brilhava, as pessoas caminhavam
alegremente pelo calçadão. Nenhum ataque acontecia em nossa cidade há dias,
todos estavam felizes. Eu e um amigo saíamos do mercado com nossos sorvetes.
-Ah, tu viu
que ontem, lá no Oriente Médio, surgiu uma heroína com o tema de Verdi: Requiem
Dies irae?– perguntei ao meu amigo.
-Puta merda!
‘Tá zoando?
- Muito
louco né, eu sei. Parece que ela chegou do nada e acabou com a guerra sozinha.
Não poupou ninguém, não importa de qual lado estavam!
Meu amigo
havia parado no meio do caminho e balançava a cabeça, atônito.
-Cara...isso
é espetacular! Com certeza ela vai ganhar o prêmio de Melhor Música Tema do
Ano. Não vai ter nem graça.
-HA! Tu
disse a mesma coisa pro cara de anteontem com a Rejoin- debochei dele.
-Ah cala a
boca!
Continuamos
nosso caminho teorizando sobre quais poderes os últimos heróis e heroínas
descobertos poderiam ter. Tudo corria muito bem até que uma explosão enorme
sacudiu a cidade. O foco da explosão era algumas quadras à frente e uma
multidão fugia correndo em nossa direção. A poeira mal tinha começado a abaixar
quando uma risada maligna de gelar a espinha preencheu o ar.
- Rápido, por
aqui – disse o meu amigo enquanto puxava meu braço para uma rua lateral - vamos
pegar uma boa visão de quem for chegar e acabar com ele!
Corremos
entre as pessoas que fugiam desesperadas do foco do ataque. Éramos acompanhados
de outras pessoas que possuíam tanto juízo quanto nós e que também queria ver a
luta que estava prestes a começar. Entramos em alguns becos e subimos em um
prédio pequeno, havia umas vinte pessoas com a gente. O topo do prédio nos dava
uma ótima visão do super-vilão e do que seria o campo de batalha. Ele era
enorme e horrível, no mínimo uns 15 metros, cheio de bolotas pelo corpo, com
apenas um olho e uma bocarra. Soltava laser das mãos e explodia casas e carros
que estavam por perto. “Pequenos” monstros saiam das bolotas em seu corpo e quebravam
tudo que estava pelo chão. Já não havia
nenhum pedestre por ali, tampouco um herói. Eu pude sentir o medo começar a
surgir no meu coração assim como nas pessoas ao meu redor. Onde estava o herói?
Onde estava a música tema? Era uma cidade grande, com certeza tem um herói por
aqui.
E então,
surgindo completamente do nada, uma música começou a tocar e o medo em meu
coração foi substituído por algo que eu nunca havia sentido antes. Meus braços
arderam e começaram a brilhar. Olhei para o meu amigo que estava com uma
expressão de completo assombro.
-Não! –
disse ele.
-Sim!
-Cara, tu
sabe que música é essa? CARALHOTAS , ISSO É THE TOUCH!
After
all is said and done
You've never walked, you've never run,
You're a winner
You've never walked, you've never run,
You're a winner
Um arrepio
percorreu todo o meu corpo acompanhado de uma corrente elétrica. Eu podia
sentir a energia borbulhando dentro mim. As pessoas ao meu redor se afastaram
assombradas, nenhum de nós jamais havia visto o surgimento de um novo herói.
- Vai lá
cara, VAI! – a expressão de assombro do meu amigo havia sido substituída por
empolgação.
Sentindo a
energia percorrer o meu corpo eu corri até a beirada do prédio e pulei para a
rua. Mal deu para sentir o impacto, isso era incrível!
You’re at your best when the
goin’ gets rough
You’ve been put to test, but is never enough
You’ve been put to test, but is never enough
De repente, o céu acima de mim começou
a escurecer. Nuvens de tempestade giravam e um tornado surgiu ao meu redor me
elevando em direção ao céu, ao olho da tempestade. Descargas elétricas me
atingiam e me davam poder. Era uma sensação incrível. O tornado sumiu tão
rápido quanto havia surgido, eu ainda estava flutuando e usando toda a minha
experiência de observação fiz um pouso de super herói. De algum jeito o tornado
havia mudado as minhas roupas e me deixado digno de um super herói. Capa,
roupa de lycra e botas.
It's in the blood, it's in the will
It's in the mighty hands of steel
When
you're standin' your ground
Sem
pensar duas vezes parti em direção ao super vilão, ele havia notado o tornado e
comandou sua tropa de minions das trevas atacarem. Eles sequer representaram
algum desafio, meus punhos explodiam-nos em fumaça ao menor toque. A minha
Música Tema era magnifica, vinda de lugar nenhum e de todos os lugares ela
preenchia cada canto da cidade, me dando forças e dando esperanças para os
cidadãos.
You know that when things get too tough
You
got the touch
O super-vilão percebeu que seus
minions não eram páreos para mim e partiu em minha direção com um urro de fúria
que sacudiu a cidade. Concentrando toda minha força em meu punho esquerdo dei
um único murro na cara do super vilão que despencou no chão totalmente imóvel.
A cidade explodiu em vivas e palmas. Subi em cima do peito do derrotado,
estufei o peito, pus as mãos na cintura e fiz a pose mais magnifica que eu pude
imaginar, torcendo para que minha capa estivesse colaborando e balançando ao
vento. Enquanto isso os dois últimos versos da minha Musica Tema ecoavam pela
cidade.
You got the power
Prompt
retirada de http://writing-prompt-s.tumblr.com/post/148537780575/you-live-in-a-world-where-superheroes-are
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
O Bar
Prompt – Você e
seu pior inimigo são imortais. Vocês lutaram quando crianças, lutaram um contra
o outro em guerras, até concorreram um contra o outro em partidos políticos. Um
dia você esbarra com ele em um bar.
A cidade continuava agitada mesmo
nas tardes horas da noite. O som dos carros, trens e pedestres podiam ser
ouvidos a quilômetros de distancia. As calçadas lotadas tornavam difícil se
locomover sem empurrar ninguém. A essa hora ninguém prestava atenção em nada,
cansadas de um dia longo de trabalho, e desejando apenas o conforto de seus
lares, as pessoas mal prestavam atenção ao seu redor. Aparentemente isso nunca
iria mudar. Elas se sentiriam melhores se soubessem que isso também acontecia
no grandioso Império Romano? Não, provavelmente não.
Essa noite a imortalidade trazia
um peso a mais: o cansaço. O corpo doía e se movia com lerdeza, os ombros
encurvados ante o peso de tantos anos e o esforço constante para não suspirar a
cada lenta respiração. O puro e simples cansaço. Seus pés conheciam tão bem
esse caminho que ele nem precisava pensar para onde ia. Algumas ruas e
trombadas depois as velhas, enferrujadas
e maravilhosas portas do bar surgiram. Parou diante delas, respirou fundo,
suspirou e entrou.
O barulho do tráfego e dos
pedestres cessou quase que imediatamente quando as portas do bar se fecharam.
Bar talvez fosse uma palavra muito forte, na verdade estava mais para um boteco
meia boca. No entanto, era limpo e é isso que importa. O assoalho de madeira
estava desgastado e lascado em alguns pontos, o teto não tinha forro, as vigas
de madeira e a fiação ficavam a mostra. Ainda assim não havia sequer um buraco
no teto. As mesas e mesinhas, em sua maioria desocupadas, se espalhavam pelo
bar. Os únicos sons audíveis eram o bater dos copos nas mesas e o The Steel Samurai que
tocava de fundo em loop. Ah, o velho Jukebox sempre esteve em ótimas condições.
A meia dúzia de pessoas que
ocupavam as mesinhas exibia a mesma aura de cansaço, os olhos baixados para os
copos em sua frente, cada uma delas separadas por no mínimo três mesas umas das
outras, sem um pingo de vontade de conversar, cada uma remoendo seus próprios
problemas e demônios. Esse era o diferencial desse boteco. Esse era o lugar
para se isolar da cidade e até mesmo daqueles que sentavam ao seu lado. Ninguém
ali iria lhe incomodar. Cada um com seu copo.
O homem contornou o labirinto de
mesas em direção aos bancos altos em frente ao bar. O dono do bar era meio
caduco e parecia não reparar no homem que ocupava o mesmo banco há quarenta
anos sem nunca envelhecer sequer um dia. O senhor o olhou com um ar
interrogativo.
-Um duplo – disse o homem.
Apesar da idade e do aparente
problema mental o dono do bar era rápido e efetivo, nunca demorando a atender
quaisquer fossem os pedidos. O senhor entregou o copo e o homem entornou tudo
em um gole só, batendo o copo no tampo da mesa se juntando a orquestra de
copos.
-Outro – pediu o homem.
-Dia difícil, camarada? – comentou
uma pessoa à sua esquerda.
O homem bufou secamente,
aparentemente era alguém novo ali que não conhecia as regras silenciosas do
bar. Ao se virar para responder, as palavras ficaram presas em sua garganta ao
ver quem era. Uma tonelada de lembranças invadiu sua cabeça, todas elas eram de
lutas e discussões. O rosto que ele
conhecia tão bem quando o próprio transmitia a mesma aura de cansaço presente
nos outros ocupantes do bar.
-Você!? – disse o homem.
O outro homem havia feito o
comentário sem tirar os olhos do seu próprio copo, mas ao ouvir o tom de voz da
resposta se virou rapidamente e teve a mesma reação.
-Não acredito nisso- disse o
outro homem, com os olhos arregalados.
Os dois homens se encaram,
totalmente surpresos. Quanta ironia do destino fazer dois inimigos imortais se
encontrarem assim em um bar qualquer em uma cidade qualquer. Quanto tempo havia
se passado desde a última vez que se enfrentaram? Dez anos? Seis meses? Foi nas
eleições para deputado ou na guerra? Depois de tantos anos e tantas disputas
era difícil se lembrar com exatidão de cada acontecimento.
Depois de algum tempo os dois
homens riram amargamente e tomaram suas bebidas. Cada um pediu outra dose com
apenas um sinal. O homem olhou para o outro, ainda surpreso por encontra-lo em
um lugar como esse e com uma aparência tão cansada.
-A última vez que te vi tão
cansado assim os franceses estavam decapitando os nobres- disse ele com desdém.
-Ha, quem imaginaria que aqueles
plebeus estariam tão putos com os nobres – respondeu o outro homem enquanto
suas bebidas chegavam – a ultima vez que eu te vi tão cansado assim as
pirâmides ainda nem estavam prontas!
Os dois homens conversavam em voz
baixa, sem nunca olhar um para o outro. Fitavam apenas o fundo de seus copos.
Mais uma rodada de bebidas, mais comentários. Outra rodada. Outro
comentário. Rodada. Comentário.
Rodada... Comentário...
Eles continuaram assim até o bar
ficar completamente vazio. Então os comentários eram feitos em voz alta.
Comentários. Rodada.
Os dois homens só pararam quando
o dono do bar anunciou que iria fechar. Em completo silencio deixaram o
dinheiro no balcão e cambalearam em
direção à porta. Colocaram seus casacos e saíram para a noite fria e barulhenta
da cidade. Sem dizer uma palavra viraram em direções opostas e cada um seguiu
seu caminho. Tão cansados quanto estavam quando chegaram. Na verdade, um
observador atento notaria que seus ombros estavam levemente mais eretos, suas
cabeças não tão baixas e os suspiros menos frequentes.
A cidade continuava agitada mesmo
nas horas que precedem o amanhecer. O som dos carros, trens e pedestres podiam
ser ouvidos a quilômetros de distancia. As calçadas lotadas tornavam difícil se
locomover sem empurrar ninguém. Há essa hora ninguém prestava atenção em nada,
cansadas de uma noite mal dormida e desejando apenas o conforto de seus lares,
as pessoas mal prestavam atenção ao seu redor, todas a caminho de seus
trabalhos. Aparentemente isso nunca iria mudar. Elas se sentiriam melhores se
soubessem que isso também acontecia na Inglaterra da Revolução Industrial? Não,
provavelmente não.
Prompt retirada de http://writing-prompt-s.tumblr.com/post/148413174451/you-and-your-worst-enemy-are-immortal-you-got
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