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quinta-feira, 18 de julho de 2013

História Nova

 Eaí, beleza? Depois de alguns séculos sem atualizar o blog estou trazendo uma nova historia! Sim, podem comemorar ou não.  Novamente peço todo aquele ritual de que se gostar compartilhar, comentar sobre o que achou e de preferência com seu nome junto. Valeu e espero que curtam.


                                                       Capítulo Um

                                                                                                                                             07/09/2020

            Era possível ouvir os gritos das pessoas correndo desesperadamente pelas ruas tentando se salvar. O meu esquadrão avançava contra a multidão, em direção ao centro da cidade. Carros, prédios e, em alguns casos, até mesmo pessoas estavam em chamas. Era impressionante que em apenas três horas o caos tomou conta do mundo todo.
            (Minutos apos o inicio dos ataques às cidades, a ONU e os grandes lideres mundiais se reuniram para tentar formar táticas defesa, os resultados foram quase nulos. Alguns países apelaram para as bombas atômicas que se provaram bastante eficazes combatendo essas criaturas, diferente das armas comuns que demoravam muti para mata-las. No entanto, se todos os países usassem essas bombas ia acabar por matar todos os seres vivos junto com o planeta.)
            Enquanto avançávamos pelas ruas podíamos ouvir ao fundo o som que aquelas criaturas bestiais faziam, grunhidos e urros, um som que lembrava uma risada de deboche, o som da morte. De repente, um bando dessas criaturas vieram voando e dando um rasante sobre nossas cabeças levaram um bom número de pessoas que estavam na rua e 3 dos meus homens. Foi tudo tão rápido que não houve tempo para reagirmos, nós apenas corremos, corremos e corremos. O que eu estava fazendo? Estava levando meus homens para a morte iminente. Não fazia sentido continuarmos ali, precisávamos nos esconder.
            Quando chegamos ao centro da cidade já era tarde demais. Milhares daquelas criaturas voavam por todos os lados, em diversos cantos das ruas pessoas eram devoradas, algumas deixadas ainda vivas mas completamente estraçalhadas, casas, carros e prédios em chamas, um posto de gasolina havia explodido, uma parte de um prédio havia caído no meio da rua, os escombros se misturavam com o sangue e restos mortais cobrindo e lotando as ruas. O caos tomava conta do lugar.
            A escuridão da noite e a velocidade das criaturas as tornava praticamente inatingíveis. Eu continuava a perder homens e sequer conseguia ver o que os estava atacando. O desespero começou a tomar conta de mim, eu precisava tirar eles dali. Um som ensurdecedor invadiu a noite, quando olhamos para cima vimos uma enorme tropa de jatos e aviões militares sobrevoando a cidade e ficou obvio o que iria acontecer. No mesmo instante gritei para todos me seguirem e corri pelas ruas, atravessando becos e avenidas até chegar na ponte que levava para fora da cidade. Eu nunca havia corrido tanto em toda minha vida, minhas pernas pareciam gritar em protesto contra aquela correria. A estrada depois da ponto levava para uma mata preservada e uma vez chegado lá seria fácil se esconder.
             Um gigantesco clarão iluminou o céu, seguido de um estrondo tão grande que poderia ter sido ouvido a dezenas de quilômetros de distancia. Enquanto corríamos podíamos ouvir o zunido da onda de choque atrás de nos, a onde foi tão forte que nos arrastou por uma grande distancia. Lembro de ter chocado contra uma arvore e ter apagado.
             Quando acordei já havia amanhecido. quando tentei me levantar uma dor dilacerante atingiu meu ombro direito, minha barriga e minha coxa direita, sem ter como me levantar fiquei atirado no chão sentido algo quente cobrir todo meu lado direito que, naquele momento, eu preferia acredita que não era sangue. Fiquei olhando para os lados a procura de alguém que pudesse me ajudar, a única coisa que eu via era destruição, tanto pelas bombas, pela onda de choque e por aqueles monstros. Ao olhar pra esquerda eu que onde antes havia uma cidade agora  existia uma cratera coberta por uma nuvem negra. Era possível ver o rastro de destruição que a onda de choque deixou, pessoas mortas e escombros eram visíveis em todas as direções que olhava, arrastados por ela. 
              Um movimento as minhas costas me fez olhar para trás e ver que 3 dos meus homens ainda estavam vivos. Um deles estava com o rosto todo enfaixado, o outro com o braço quebrado pendurado em uma tipoia e o terceiro não aparentava ter nenhum ferimento grave, apenas mancava. Eles carregavam uma grande maleta de primeiro socorros, diziam que estava em um jato militar que havia caído no meio da mata. O menos machucado se aproximou da minha e, percebendo o que ele ia fazer, fechei os olhos e respirei fundo, ele tirou a barra de ferro que tinha atravessado a minha perna com apenas um puxão rápido, a barra aparentava ter trinta centímetros. Serrei os dentes devido a dor enquanto ele colocava algum liquido no ferimento e começou a costurada. O com a cabeça enfaixada chegou perto do meu ombro e com um movimento simples o botou no lugar, ele disse que por pouco o osso não atravessou meu braço. Quando me dei conta eu já estava com a perna e a barriga enfaixados e estava caminhando pela mata em direção a fumaça que se elevava.
              Chegamos ao jato militar, ele estavam em boas condições mas não seria possível voar com ele novamente. Não havia ninguém por perto e o rádio estava destruído, pegamos armas e munições e continuamos pela estrada. Encontramos um daqueles pequenos hotéis a beira de estrada, ele estava completamente vazio. Na recepção, o rádio ainda estava ligado e nele passava a seguinte noticia: " Há registros de ataques como esse em todo o globo, e, alguns países os ataques vieram apenas por terra, mas os estragos foram iguais, por tanto fiquem atentos a tudo. O governo pede para que se abriguem em lugares secretos e seguros, se afastem de grandes centros populacionais, tentem conseguir o maior número possível de suprimentos e sempre que possível, por favor, ajudem o próximo. Aguardem por segunda ordem". Nós quatro estávamos longe de centros populacionais e perto das montanhas, a primeira coisa que pensamos foi nas cavernas. Invadimos a cozinha e os quartos e pegamos tudo o que conseguimos carregar e mais um pouco. Nos dirigimos para as montanhas.
              Fizemos um bom tempo e chegamos na encosta da montanha quando começava a anoitecer. Procuramos uma caverna ali mesmo e amanha durante a luz do dia procuraríamos uma mais acima da montanha.  Encontramos uma caverna razoavelmente aceitável, mas , para nossa surpresa, já havia um grupo de pessoas lá dentro. No começo eles aparentavam serem bastante hostis, mas quando explicamos que eramos militares e que tínhamos um grande número de suprimentos a situação ficou bem mais agradável. Quando a noite caiu fizemos uma fogueira e começamos a nos conhecer melhor, o grupo deles possuía vinte pessoas, cinco crianças, três idosos, nove adultos e três adolescentes.Planejamos como usaríamos nossos suprimentos e sobre a segurança da caverna.
               Dias, semanas, meses se passaram. Ao todo sofremos apenas dois ataques das criatura terrestres. De vez em quando nos aventurávamos a procura de comida e achávamos achando algum sobrevivente, levávamos todos para a caverna, ela era grande e podia abrigar muitas pessoas. Em algumas dessas explorações tínhamos a sorte de conseguir alguma noticia sobre o que estava acontecendo, na maioria eram noticias previsíveis, mas, por volta do quinto mês, recebemos duas notícias perturbadoras. A primeira delas dizia que havia relatos de que os dois tipos de criaturas estavam capturando e escravizando humanos, isso significava que se essas criaturas estavam escravizando humanos elas deviam possuir algum tipo de sociedade e isso era perigoso. A segunda perturbava ainda mais, diziam que existia testemunhas que afirmavam ter visto o céu se rasgar e dele ter saído as criaturas voadoras, outros diziam ter visto a terra se abri ao meio e dela sair as criaturas terrestres. Alguns fanáticos religiosos diziam que esses seres eram anjos e demônios que haviam sido liberados por Deus para nos castigar por tudo que havíamos feito para o planeta e a nós mesmos. Tivemos que admitir que não era completamente impossível devido a situação atual e acabamos por "adotar" esses nomes a eles.
                Durante os seis meses seguintes muita coisa mudou. O nosso grupo aumentou para cento e cinquenta pessoas, a caverna começou a ficar apertada, acabei por me tornar o líder do grupo, o numero de ataques havia aumentado drasticamente e criamos contato com outros grupo que também viviam em cavernas. Decidimos que precisávamos nos juntar, assim aumentando nossa força e suprimento e consequentemente nossas chances de sobreviver. Naquele momento o grupo era de duzentos e setenta pessoas Então começamos a explorar os tuneis das cavernas em busca de um lugar maior para viver, sempre indo para baixo. após duas semanas de procura encontramos um ótimo lugar. Parecia um enorme salão, cheio de estalagmites e estalactites e cheio de câmaras que poderiam servir de quartos, logo após dele havia um pequeno lago subterrâneo que ficava logo em baixo de algo que parecia uma chaminé natural. O lugar era perfeito.
                 Cinco anos haviam se passado desde a descoberta do Grande Salão. O grupo passou de duzentas e setenta pessoas para trezentos e trinta. Perdemos alguns idosos e alguns homens durante os ataques. Decidimos viver mais como uma sociedade normal, criamos uma pequena escola, um hospital, a comida era distribuída igualmente então não havia necessidade de dinheiro ou mercados. Decidimos adotar um tipo de governo, foi decidido que as pessoas iriam escolher um rei, sem hierarquia e o "mandato" duraria apenas cinco anos. Durante as missões de exploração encontramos outros grupo grandes, alguns até mesmo maiores que o nosso; Após uma reunião dos lideres de cada colônia, era assim que chamávamos os grupos, decidimos que a forma de governo seria igual para todos, o povo escolhendo seu rei, decidimos o nome de cada uma das colonias e decidimos o território onde cada uma das colônias poderia buscar seus suprimentos. Anos e mais anos se passaram, os ataques aumentavam diminuíam. Nossa colônia foi aumentando e se expandindo cada vez mais.
                  Vinte anos se passaram desde o começo de tudo. Continuávamos sem muita informação sobre os anjos e os demônios. Fui rei durante  quinze consecutivos, meu reinado estava prestes a acabar. Este inverno esta sendo extremamente rigoroso e eu acabei por pegar uma forte pneumonia. Atualmente não temos como tratar isso. Por isso estou deixando este manuscrito na espera de que o próximo rei cuide tão bem dessas pessoas como eu cuidei, que os ame como eu os amei. É tudo o que eu desejo.
 
                                                                                                                       17/12/2040
                                                         Diário de Bordo do Primeiro Rei da Colônia Atlantis, Joseph Krosten

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