Pavão
Os seres humanos e os vampiros sempre conviveram juntos e, às vezes, pacificamente durante um tempo, cada uma das duas espécies vivendo em seu determinado território. Obviamente os vampiros precisavam se alimentar e para isso era necessário matar alguns humanos, isso não foi aceito de bom grado pelas pessoas mas não existia nada que elas pudessem fazer em relação à isso, porém sempre tem algumas pessoas que não seguem as regras e tentam fazer as coisas do seu próprio jeito. Essas pessoas atacavam os vampiros e os motivos para esse ataque variavam muito, iam desde o simples fato de não se sentirem segundos sabendo que os vampiros estão em todos lugares até o fator de vingança contra um grupo de vampiros que dizimou sua família e é desse jeito que as principais historias e guerras de humanos contra vampiros começam.
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Maxwell Smith estava comemorando seu decimo sétimo aniversário em sua casa junto de sua família e de sua namorada. Mesmo vivendo em uma sociedade onde sua vida corre constante perigo e que vampiros espreitam em cada esquina, sua vida havia sido muito boa e ele não tinha do que reclamar. Todos estavam se divertindo na festa e por isso ele decidiu sair para comprar mais bebidas e isso foi o que provavelmente salvou sua vida. Quando ele estava chegando em casa viu a porta arrombada e gritos vindos de dentro, sem pensar duas vezes foi correndo pra dentro de casa e na sala de estar e nos corredores ele viu os corpos de seus familiares atirados no chão completamente secos. Ele começou a entrar em pânico mas mais gritos vieram do segundo andar e pareciam ser de sua namorada, Thaíse. Ao entrar no seu quarto ele viu Thaíse jogada no chão e um homem com um sobretudo preto sobre ela e imediatamente compreendeu a situação, ele avançou contra o homem e o empurrou contra a parede, usando uma velocidade e força incríveis o homem jogou Max para o outro lado da sala e tentou sugar o seu sangue mas antes que pudesse fazer isso ele ouviu sirenes se aproximando da casa, o vampiro deu um golpe na nuca de Max para deixa-lo inconsciente e fugiu pela janela.
Quando Max acordou ele estava em uma cama de hospital cercado por médicos e policias.
" Como esta se sentindo menino? Alguma parte do corpo doendo?" Perguntou o policial que estava a sua direita.
"Não senhor."
"OK. Me desculpe por lhe incomodar tão cedo mas preciso que me dê o seu depoimento do que aconteceu na sua casa. E também sinto muito em lhe informar que nenhuma das pessoas que estavam em sua casa sobreviveram."
Mesmo já sabendo que isso teria acontecido ouvir que todos eles haviam morrido foi choque tremendo. Relutantemente Max disse aos policias o que ele havia visto e então eles o liberaram e o levaram até sua casa, os corpos não estavam mais lá apenas as manchas de sangue pelo chão, pelo teto e nas paredes, mas as imagens dos corpos estavam gravados em sua retina e ele ainda podia ver eles atirados no chão, completamente murchos como se fossem velhos e com aquelas expressões de horror e sofrimento talhadas em seus rostos. A única coisa que passava em sua cabeça era vingar a morte deles, mas como ele iria vinga-los e se não fazia ideia de onde os vampiros ficavam ou quem era aquele vampiro? Max decidiu pegar umas roupas e um pouco de comida e pôr em uma mochila e assim sairia e perguntaria a todas pessoas que ele visse o que elas sabiam sobre vampiros, e assim ele foi gritando perguntas desesperadamente a todas pessoas que ele via na rua e estas apenas achavam que ele era louco e desviavam o olhar. Quando estava quase desistindo sentiu um forte puxão em seu braço e ao se virar viu apenas um velho.
"Se tu estas a procura de vampiros venha comigo menino,"
"No que alguém como você pode me ajudar?"´
"Eu caço vampiros a quinze anos e sei bastante sobre eles. São poucos os caçam a tanto tempo e ainda estão vivos para contar."
"Esta bem então. Me chamo Maxwell Smith."
"Lior Vieillotte."
Max continuou meio desconfiado, mas era a única chance que ele tinha e concordou em seguir o velho francês. Ele o levou até sua casa que mais parecia um deposito militar, estava cheio de armas de diversos calibres, espadas e adagas de diversos tamanhos, muitas armas para combate corpo-a-corpo e umas bombas estranhas.
" Quando tu queres começar o teu treinamento?"
"Treinamento?
"Como tu esperava conseguir matar um vampiro? Tu achas que é fácil assim? E pelo que vejo em ti tu vai precisar de um treinamento intenso."
"Só que eu não tenho tempo pra isso, e se o vampiro que matou minha família sair da cidade? Eu nunca vou conseguir achar ele."
"Ele não vai sair da cidade porque ele vive com um outro grupo de vampiros em uma ruína perto da periferia."
"Então tá. E quanto tempo esse tal de treinamento vai demorar?"
"Isto dependerá apenas de ti mas, eu presumo que seja no máximo uma semana."
"Uma semana? Isso é tempo demais o grupo dele pode sair da cidade!"
"Não reclame garoto eu estou salvando sua vida eu já disse que eles não irão sair da cidade, eles tem um bom ponto de alimentação aqui."
"Acho bom você estar certo. Quando podemos começar o treino?"
"A partir de agora demonstre mais respeito e me chame de senhor. Pode ser agora se tu quiseres."
E assim começou os treinamento intensivo de Max, ele treinou com todos os tipos de armas, aprendeu muito sobre vampiros e como lidar com eles e suas habilidades em combate aumentavam cada vez mais e suas atitudes também, agora ele era mais sério, raciocinava mais sobre suas decisões. Obviamente ainda faltava muito para ele se tornar um ótimo caçador mas ele estava tendo um ótimo começo. Durante a semana em que Max esteve treinando Lior adquiriu mais informações sobre o grupo de vampiros que estava nas ruínas, segundo as informações que ele conseguiu eles eram cerca de 50, a maioria recém criados com menos de dois anos, não seria uma tarefa muito difícil. Lior só esperava que na hora em que Max visse o assassino de sua família ele não esquecesse tudo o que aprendeu e partisse pra cima do vampiro sem pensar no que estava fazendo.
O dia finalmente chegou, os dois se equiparam com o melhor que tinham e partiram em viajem para a periferia da cidade. A entrada das ruínas estavam completamente desprotegidas já que os vampiros não achavam que os humanos eram idiotas o suficiente para ataca-los diretamente. E assim foi, o velho francês encarando a morte mais uma vez dentre tantas outras, e o jovem australiano indo a um possível encontro com a morte pela primeira vez. Eles andavam pelos corredores sorrateiramente, o medo, a ansiedade, a angustia e a raiva tomando conta dos pensamentos de Max enquanto eles se aproximavam cada vez mais e ouviam vozes animadas e gritos de desespero. Os dois caçadores chegaram perto de uma espécie de sala circular onde se encontravam provavelmente todos os vampiros desse grupo observando pessoas serem estripadas, terem suas gargantas cortadas e tripas caindo no chão, aquilo parecia ser uma espécie de festa para eles. A cena deixou o garoto horrorizado e enjoado mas, sem perder o foco sugeriu a Lior que botassem o plano em pratica. O plano era um tática que Vieillotte havia criado há muito tempo atrás, ela consistia em jogar diversas bombas de água benta para atordoar os vampiros e então entrar atirando em suas cabeças e depois decapita-las, era simples mas eficiente.
Os dois preparam as bombas e as jogaram, os vampiros ficaram atordoados e sem saber de onde os ataques vieram, no entanto, alguns vampiros viram as bombas e conseguiram sair de seu alcance antes que elas explodissem e foram atacar os dois caçadores.
"Continue atirando Lior, eu cuido desses!"
Max pegou suas duas espadas e partiu pra cima dos vampiros aproveitando para decapitar os que estavam caídos no chão. Apesar de serem recém criados os vampiros que estavam ali eram muito ágeis e o fato de que eles recentemente tiveram um grande banquete complicava ainda mais a situação, Max não conseguia acertar nenhum golpe que fizesse um estrago grande. Ele resolver usar sua última bomba para tentar paralisar os vampiros que estavam se recuperando. A bomba foi efetiva e eles conseguiram matar os vampiros restantes sem nenhum ferimento maior que um arranhão. Os dois começaram a revistaram os corpos e as cabeças soltas a procura do vampiro que havia matado a família e a namorada de Max, ele não se lembrava exatamente do rosto mas saberia reconhece-lo.
Max estava se convencendo de que o vampiro havia saído da cidade mas o grito que ele ouviu as suas costas e a imagem que ele viu quando se virou fez sua mente desmoronar. O vampiro responsável por destruir sua vida estava ali agarrando o senhor Lior pelo pescoço como se ele fosse um boneco de porcelana e em seu rosto havia um sorriso psicótico que imobilizou o garoto completamente.
"Ah, que bom ver você de novo garoto. Me sinto honrado por você ter vindo até aqui apenas pra me deixar completar o trabalho de te matar."
"S-solta ele, se não eu vou estourar a tua cabeça!"
"Quero ver você tentar moleque"
O Homem se moveu com uma velocidade sem igual acertando um soco no estomago de Max fazendo-o se ajoelhar.
"Isso é impossível... um vampiro recém criado não pode se mover desse jeito"
"É aí que você se engana meu caro, eu não sou um vampiro recém criado, eu fui criado há cento e cinquenta anos, já faz um bom tempo não acha? Então, tu prefere morrer primeiro ou quer ver o velhote aqui morrer antes?"
"S-seu filho...da puta! Me solta que eu vou te mostrar o que você merece"
Sem dizer nada o vampiro soltou Max e chutou na cara fazendo ele ir parar cinco metros longe de onde estava. Com o nariz quebrado e a cara cheia de sangue, Max pegou sua metralhadora e descarregou no vampiro, mas ele era rápido demais e errou a maior parte dos tiros, desistindo das armas de fogo ele pegou suas espadas e partiu pra cima do vampiro que desviava facilmente de todos os seus golpes. O vampiro segurou as duas espadas e deu um chute no peito do garoto arremessando-o contra a parede e quebrando três costelas.
"Acho que esse velho deveria ter te ensinado melhor hein hahahahahaha"
"Max....feche...os olhos..."
Sem contestar Max fechou os olhos, e percebeu que Lior havia tocado suas granadas de luz atordoando o vampiro e viu que essa era sua chance, se levantou cambaleando, pegou a shotgun e sua espada que estavam no chão e foi de encontro ao vampiro.
"Ahhh, meus olhos! Seu velho maldito!"
Max ouviu um grito de dor e o som de carne sendo rasgada e sentiu uma fúria imensa se apoderar dele. Descarregou a shotgun no vampiro e começou a corta-lo em diversos pedaços, como o vampiro foi pego de surpresa ele não consegui ter nenhuma reação para se defender e quando percebeu metade de seu tronco, seus braços e pernas já haviam sido cortados e só restava sua cabeça que foi cortada segundos depois.
Max largou tudo no chão e correu para o lado do velho porém ele já estava morto, o corte em seu corpo que começava do ombro e ia té a cintura obviamente tinha sido fatal. Max recolheu tudo o que pode e saiu correndo das ruínas, seu corpo doía demais e ele sabia que precisava de um médico ou sua situação poderia pior.
Contudo, Sua cabeça estava cheia de perguntas sem respostas. Para onde ele iria? O que deveria fazer? Quem poderia ajuda-lo? Agora que ele matou o vampiro que arruinou a sua vida, o que ele faria com ela......
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